sexta-feira, 9 de abril de 2010

ESTREIA:

DIA 24 DE ABRIL

A ASSOCIAÇÃO CORAL DA CIDADE
DE SÃO PAULO
APRESENTA:

Orfeu e Eurídice
Ópera de C. W. Gluck 
(Versão vienense)
Libretto de Raniero de Calzabig



Christoph Willibald Ritter von Gluck (1714-Erasbach bei Berching/Oberpfalz-1787-Viena) foi um dos mais importantes compositores de seu tempo. Foi considerado o grande reformador da ópera clássica por equilibrar a importância da música e da ação dramática, e sua ópera “Orfeu e Eurídice” é a obra mais representativa dessa tendência. 
Foi escrita originalmente em 1762 e apresentada em Viena, cantada em italiano, com o castrato Guadagni no papel principal. Em 1774 o compositor reelaborou a obra para ser cantada em língua francesa na Ópera de Paris, com um tenor no papel principal. 
A lenda de “Orfeu e Eurídice” é relatada nas “Geórgicas” de Virgílio, e foi utilizada como argumento de várias outras óperas na história da música, desde “Orfeo” de Monteverdi (1607) até Offenbach, com sua opereta “Orfeu no Inferno” (1858).

Personagens: ORFEU (contralto), EURÍDICE (soprano) e AMOR (soprano); coro de pastores e pastoras, companheiros de Orfeu; fúrias e espectros do reino dos mortos e coro das almas bem-aventuradas do Elísio.

Ato I. A Abertura da ópera, eufórica e animada na tonalidade de do maior contrasta com a primeira cena, onde Orfeu chora a morte de Eurídice junto a seus companheiros. Orfeu, solitário, canta sua dor na ária “Chiamo il mio ben così”, escutando o eco de seu canto que ressoa pelos vales. Então entra Amor, esse personagem misterioso, personificação de um sentimento tão controverso em forma humana. Amor anuncia que Orfeu alcançou a piedade de Zeus, e terá a permissão para entrar no reino dos mortos para buscar sua amada, enfrentando as fúrias e espectros do inferno com sua música, com a condição de não olhar para ela antes de atravessar o Stix, o rio que separa o reino dos vivos do reino dos mortos na mitologia grega. Esta condição representa um desafio mortal, pois se Orfeu não suportar ficar sem vê-la, ou tentar explicar porque não pode fazê-lo, ela morrerá imediatamente. Decidido a buscá-la, Orfeu parte para o mundo das trevas.

Ato II. Orfeu entra no inferno, ameaçado pelas fúrias e espectros de Hades, que revoltam-se com a entrada de um mortal, incitando Cérbero, o monstruoso cão de três cabeças que guarda o mundo dos mortos. Orfeu toca sua harpa misteriosa e canta para acalmar as almas perdidas, para que permitam que ele atravesse o Hades em direção ao Elísio. As fúrias perseguem Orfeu, e respondem com um sonoro “Não!” aos seus apelos. Mas aos poucos a música de Orfeu vai dominando os espectros e fúrias, que permitem que ele atravesse o mundo das trevas em direção ao Elísio, o Vale dos Bem-Aventurados. Ao chegar lá, Orfeu fica maravilhado com a beleza do vale, cantando a ária “Che puro ciel”, acompanhado com doçura por um trio de instrumentos solistas: violoncelo, flauta e oboé. Em seguida o coro das almas abençoadas entoa um canto de louvor seguido do famoso solo de flauta na Pantomima, quando Eurídice surge novamente. Agora Orfeu deve levá-la, sem poder olhar para ela.

Ato III.  Inconformada com a aparente indiferença na atitude de Orfeu, que não olha para ela durante a caminhada, Eurídice revolta-se e inicia uma grande discussão, que culmina com o dueto “Vieni, appaga il tuo consorte”, que é um retrato extremamente atual da falta de compreensão entre um casal. Em seguida Eurídice canta sua ária “Che fiero momento”, onde proclama seu veredito – a morte é melhor do que a indiferença de seu amado. Orfeu, atordoado, não suporta a pressão de Eurídice, e volta-se a ela tomando-a nos braços. Eurídice sofre então o castigo da morte. Orfeu então canta a ária mais famosa da partitura “Che farò senza Euridice”, um lamento desconsolado, com sua amada, sem vida, em seus braços. Comovido pela dor de Orfeu, Amor entra mais uma vez em cena, e com seu toque devolve a vida à Eurídice. Entram os amigos de Orfeu em festa, e começa um bailado. Todos juntos cantam então um hino de júbilo, celebrando a vitória de Amor e dos amantes.




TEATRO CARLOS ZARA
CEU BUTANTÃ

Av. Eng. Heitor Antônio E. Garcia, 1700 - Butantã – São Paulo – SP

Ópera “Orfeu e Eurídice” de C. W. Gluck (Versão vienense)
Orfeu – Cristine Bello Guze
Eurídice – Ludmila de Carvalho
Amor – Thayana Roverso
Diretor cênico: Rodolfo García Vázquez
Orquestra Acadêmica de São Paulo
Coral da Cidade de São Paulo
Luciano Camargo:
Diretor Artístico

Espetáculos:

Sábado – 24 de abril de 2010 – 17:00
Domingo – 25 de abril de 2010 – 17:00
ENTRADA FRANCA

CORAL DO CEU BUTANTÃ
Natália Larangeira:
Regente

ENSAIOS: Segundas-feiras, das 17:30 às 21:30 – Teatro Carlos Zara – CEU Butantã







R. Barra Funda, 171 – Santa Cecília – São Paulo – SP

Ópera “Orfeu e Eurídice” de C. W. Gluck (Versão vienense)

Orfeu – Adriana Clis
Eurídice – Lina Mendes
Amor – Solange Siquerolli
Diretor cênico: Rodolfo García Vázquez
Orquestra Acadêmica de São Paulo
Coral da Cidade de São Paulo
Luciano Camargo:
Diretor Artístico

Espetáculos:

Quinta-feira – 20 de maio de 2010 – 21:00
Sexta-feira* – 21 de maio de 2010 – 21:00*
Sábado – 22 de maio de 2010 – 19:00
Domingo – 23 de maio 2010 – 19:00
*Elenco – Sexta-feira, 21 de maio
Orfeu – Cristine Bello Guze
Eurídice – Ludmila de Carvalho
Amor – Thayana Roverso

Ingressos: R$ 20,00 – Meia-entrada: R$ 10,00
Ingresso Rápido (11) 4003-1212 –
www.ingressorapido.com.br





contato@coralsp.org.br





2 comentários:

ASSOCIAÇÃO CORAL DA CIDADE DE SÃO PAULO disse...

O nosso Blog é uma nova ferramenta para a divulgação da Associação Coral da Cidade de São Paulo. Estamos em fase inicial, será complementado com mais informações sobre Coral, Orquestra, fotos, áudio. A idéia principal é que todos participem com comentários, sugestões, opiniões...

Estamos à disposição para esclacer dúvidas ou trocar idéias.

contato@coralsp.org.br

Luciano disse...

Esta ópera é um marco na história do Coral da Cidade de São Paulo e da Orquestra Acadêmica de São Paulo. A participação do diretor Rodolfo García Vázquez nesta montagem significa uma revolução na produção operística, assim como as montagens dos "Sátyros" tornaram-se referências do teatro de nosso tempo.